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Provavelmente, muitos homens talvez não compreendam e até mesmo muitas mulheres não concordem com a discussão sobre o direito da mulher de mostrar ou não os seus seios em público. Mas, o fato é que na sociedade brasileira o topless ainda é um grande tabu e o uso do sutiã é tido, ainda que de forma velada, como algo obrigatório.

Diferentemente de muitas culturas indígenas, por exemplo, o mamilo feminino ganhou uma posição de destaque não só como critério e padronização de beleza, como também simbologia sexual. Com isso, o Brasil se destaca no ranking de cirurgias plásticas para a obtenção de próteses mamárias.

Um dos fatores que contribuem para que os seios femininos recebam atenção demasiada é a mídia televisiva, a qual ainda insiste em relacionar os seios da mulher com cenas sensuais, tornando assim uma simples teta em um símbolo de vergonha ou de erotismo.

 

Acaba que muitas mulheres sentem- se constrangidas ou até mesmo culpadas para amamentar seus filhos em público. E o sutiã, que deveria ser visto como um acessório opcional, gera frustração e desconforto para aquelas que não gostam ou não se identificam com essa peça.

Assim como o uso de anáguas e espartilhos já foram obrigados um dia, quem sabe o sutiã não vira de fato um critério de escolha individual  para aquelas que realmente desejam usá-lo. E àquelas que preferem vestir-se sem sutiã, que um simples mamilo à mostra não vire motivo para tanto desrespeito e olhares maliciosos. Mas, enquanto vivemos rodeados de imposições veladas, vê-se que os seios femininos são um assunto que incomoda, diverge opiniões e que sim, merece e muito ser abertamente discutido.